Bexigoma – O Que é? Quais as Causas? Qual o Tratamento? Sintomas!

Bexigoma, cujo termo médico é  bexiga neurogênica – se trata da perda da função normal da bexiga. Geralmente o problema é ocasionado por uma lesão de alguma área do sistema nervoso.

O que é Bexigoma

Como mencionado, a doença se caracteriza pela perda das funções da bexiga em virtude de uma lesão de alguma parte do sistema nervoso. A Bexigoma pode existir devido a alguma doença ou a um problema congênito. Esse problema costuma atingir o cérebro, a medula espinhas ou os nervos. Já os nervos atingidos, no caso, são aqueles que se direcionam à bexiga ou ao esfíncter (canal de saída para a uretra).


A Bexigoma pode ser considerada hipoativa, ou seja, quando o órgão não é capaz de se contrair (não contrátil), não se esvaziando adequadamente. Ou pode ser hiperativa (espástica) – nesse caso esvaziando-se por reflexos incontroláveis

Causas da Bexigoma

  • Bexigoma hipoativa: normalmente, a Bexigoma hipoativa se dá em virtude da interrupção dos nervos. Nas crianças, o motivo mais comum da Bexigoma hipoativa é uma má formação congênita da medula espinhal. Um exemplo é a espinha bífida ou a mielomeningocele (deslocamento anormal da medula espinhal por meio das  das vértebras).
  • Bexigoma hiperativa: comumente, a bexiga hiperativa é consequência da interrupção do controle normal do órgão pela medula espinhal e pelo cérebro. Os motivos mais comuns para a doença são lesões ou um distúrbio. Esses problemas costumam ser a esclerose múltipla – que afeta a medula espinhal.

Geralmente, esse tipo de lesão, de início, provoca a flacidez da bexiga (fase de choque). Depois disso, a bexiga se esvazia voluntariamente, sem nenhum tipo de controle.

um exemplo de bexigoma

Fatores de risco

Existem diversos fatores de riscos para a Bexigoma hiperativa – já que a hipoativa costuma ser um problema congênito. Alguns estudos apontam que o risco da doença é aumentado para pessoas brancas e pessoas portadoras de diabetes.

Também tem se demonstrado que pessoas com depressão apresentam três vezes mais possibilidade de desenvolver a Bexigoma hiperativa. Outros fatores de risco estudados foram: pessoas com artrite e com mais de 75 anos de idade. Também demonstraram ser fatores de risco o aumento do índice de massa corporal e pessoas em terapia de reposição oral de hormônios.

Além disso, as alterações fisiológicas relacionadas ao envelhecimento, como a redução da capacidade da bexiga e enfraquecimento muscular, podem favorecer o surgimento da Bexigoma hiperativa. Estudos mostram que talvez a alteração da função vesical mais relevante relacionada com a idade causa a incontinência urinária e a elevação da quantidade das contrações involuntárias do detrusor (músculo que contrai-se para expelir a urina da bexiga durante o processo de micção).

Ainda conclui-se que interrupções na integração de uma resposta dos neurônios e músculoesquelética tende a levar à perda do controle das funções normais vesicais.

Sintomas da Bexigoma

Os sintomas da doença variam de acordo com seu tipo: hipoativa ou hiperativa.

  • Bexigoma hipoativa: a doença faz com que a bexiga não chegue a atingir um esvaziamento completo. Isso torna o órgão volumoso e cheio. Esse sintoma costuma ser indolor. Isso porque a bexiga se expande de forma lenta e contém poucas ou nenhuma atividade nervosa no local.

Em algumas situações, a bexiga permanece expandida. Porém, frequentemente, o órgão deixa escapar pequenas quantidades de urina (incontinência por transbordamento). Infecções são comuns em pessoas com Bexigoma hipoativa. Isso porque o acúmulo de urina não expelida na bexiga dá condições para o crescimento de bactérias.

Ainda pode existir a formação de cálculos na bexiga. Isso acontece, principalmente, se o paciente apresenta infecções crônicas no órgão, que exigem sonda. Os sintomas também da infecção da bexiga variam de acordo o estado da atividade nervosa que o indivíduo apresenta.

  • Bexigoma hiperativa: nesse tipo da doença a bexiga costuma se encher e se esvaziar sem um controle satisfatório. A bexiga se contrai e se esvazia por reflexos involuntários. Além disso, a presença da Bexigoma hiperativa cria pressão e refluxos na bexiga por meio dos ureteres. Esses sintomas podem levar a lesões nos rins.

Em indivíduos que sofrem de lesão medular, a contração e o relaxamento do órgão e do esfíncter vesical costuma não funcionar de forma coordenada. Com isso, a pressão da bexiga continua elevada e não permite a saída da urina dos rins.

Diagnóstico

explicativo dos dois tipos da bexigoma

O diagnóstico da Bexigoma é realizado pelo médico, freqüentemente, com a apalpação da bexiga. Essa apalpação ocorre durante o exame da região baixa do abdômen.

A doença ainda pode ser diagnosticada por estudos radiográficos. Neles, se utilizam contrastes injetáveis por meio de via intravenosa. Ou então, por meio de um cateter introduzido diretamente na bexiga e na uretra. As radiografias conseguem dar ao médico a dimensão da bexiga e dos ureteres. Também possibilitam saber sobre a presença de lesões renais ou cálculos

Além disso, as radiografias possibilitam que o médico avalie informações sobre a função dos rins do paciente. A ultra-sonografia também pode ser realizada, pois é capaz de fornecer informações similares.

Outro procedimento é a cistoscopia. Ela possibilita ao médico observar de forma direta a parte interior da bexiga. Isso acontece  com a ajuda de um tubo de visualização flexível, que é introduzido por meio da uretra.

Outra forma de diagnóstico para confirmar a existência da Bexigoma é a quantidade de urina que continua na bexiga depois da micção. Isso pode ser mensurado por meio da passagem de um cateter vesical que drena a urina. A pressão da parte interior do órgão também pode ser medida por meio da introdução desse cateter.

Tratamento da Bexigoma

O tratamento para da Bexigoma é complexo e pode envolver diversos procedimentos. Confira as formas mais usuais de tratamento para problema:

uma placa de banheiro ironizada

  • Medicamentoso: o tratamento pode envolver a indicação de medicações agonistas parassimpáticas, como, por exemplo, o cloreto de betanecol e os antimuscarínicos, como a oxibutinina  ou a tolterodina. Além disso podem ser usados agentes que atuam nos neurotransmissores como a serotonina, o glutamato, a noradrenalina, o ácido gama-aminobutiríco (GABA) e  a dopamina.
  • Toxina botulínica (botox): pode ser aplicada a substância com o objetivo de reduzir os espasmos involuntários de alguns dos músculos da bexiga ou que atuam sobre o funcionamento dela.
  • Sondagem intermitente: trata-se do uso de sonda vesical, que é possível de ser usada pelo próprio paciente de forma periódica (como de 4 a 6 vezes por dia) e retirada depois do esvaziamento da bexiga.
  • Cirurgia: está indicada para a melhora das funções da bexiga ou para se criar um desvio para a urina até uma abertura externa localizada nas paredes abdominais.
  • Fisioterapia: exercícios costumam promover o fortalecimento pélvico, fazendo com que o paciente adquira maior controle dos músculos que envolvem o processo de micção.

Vale ressaltar que em todos os casos o médico também pode combinar medicações ou procedimentos que evitem ou tratem infecções – um problema bastante comum para quem sofre de Bexigoma.

Prevenção

Infelizmente não há maneiras de evitar a doença.

Pergunta dos leitores

Qual o termo técnico da Bexigoma?

O termo técnico da Bexigoma é Bexiga Neurogênica

Pode ocorrer Bexigoma pós cirurgia?

Geralmente não.