Duoflam Bula – Para Que Serve? Engorda? Quais os Efeitos Colaterais? Tem Contraindicações? Tem Em Comprimido?

Duoflam é um medicamento produzido pela Supera que serve para tratar doenças agudas e crônicas, oferecendo o alívio rápido dos sintomas, sendo um importante coadjuvante à terapia convencional. Então, para saber mais sobre ele, continue lendo e descubra tudo o que você precisa saber.

Para que serve o Duoflam

Esse medicamento serve para o tratamento de doenças crônicas e agudas que costumam responder aos corticoides, sendo que a terapia hormonal com corticosteroides é coadjuvante, não substituindo a terapia convencional.

Ele é indicado para alterações osteomoleculares e de tecidos moles; condições alérgicas (rinite alérgica); condições dermatológicas; doenças do colágeno; tumores malignos; entre outras.

Como funciona o Duoflam

Esse medicamento funciona graças a associação de ésteres de betametasona, que oferecem efeito anti-inflamatório, antirreumático e antialérgico.


Duoflam tem ação imediata oferecida pelo fosfato dissódico de betametasona, que é absorvido de forma rápida em seguida da aplicação.

Já a ação prologada fica por conta do dipropionato de betametasona que proporciona o controle dos sintomas por um longo período de tempo, visto que é um fármaco de absorção lenta.

Composição do Duoflam

Duoflam Bula

Cada mL da suspensão injetável de Duolam contém:

Dipropionato de betametasona ……….. 6,43 mg *

Fosfato dissódico de betametasona ………. 2,63 mg**

Veículo q.s.p ……… 1 m

* Equivalente 5 mg de betametasona.
** Equivalente 2 mg de betametasona.

Excipientes:

  • Álcool benzílico
  • Edetato dissódico di-hidratado
  • Cloreto de sódio
  • Macrogol
  • Polissorbato 80
  • Carmelose sódica
  • Fosfato de sódio dibásico
  • Ácido clorídrico
  • Hidróxido de sódio
  • Água para injetáveis

Duoflam engorda?

Uma das reações indesejáveis desse medicamento é o aumento de apetite e o ganho de peso, no entanto isso não acontece com todos os pacientes que fazem uso desse produto.

Como usar o Duoflam

Duoflam comprimido

Não se faz Duoflam em comprimidos!

Duoflam injeção

Duoflam é um medicamento que pode ser aplicado via intra-articular,  intrabúrsica, intramuscular,  periartucular, intradérmica, em tecidos mole e intraleisional.

Esse medicamento não deve ser administrado por via subcutânea ou intravenosa, devendo ser aplicado por via intramuscular profunda na região dos glúteos com a utilização de agulha calibre 30/7.

A suspensão injetável só deve ser aplicada por um profissional da saúde e é preciso agitar o conteúdo da ampola antes de usar.

Os ajustes posológicos devem ser feitos individualmente, ou seja, de acordo com a necessidade de cada paciente.

Duoflam Injetável

Para o tratamento sistêmico é preciso iniciar o uso de 1 a 2 mL, sendo esse o recomendado para a maioria das condições patológicas, refazendo a aplicação quando for necessário.

A frequência, bem como as doses a serem administradas podem variar de acordo com a gravidade do problema que está sendo tratado. No entanto, 1 mL, com reaplicação de acordo com a resposta terapêutica é uma dose considerada eficaz.

Raramente é necessário o uso de analgésicos locais e caso seja preciso a mistura deve ser feita na seringa e não no frasco.

 

Para o tratamento de bursite cônica pode-se utilizar doses reduzidas, assim que os sintomas agudos estejam controlados.

Para injeção intra-articular as doses recomendadas são:

  • Grandes articulações, como bacia, joelho e obro: 1 a 2 mL
  • Médias articulações, como punho, cotovelo e tornozelo: 0,5 a 1 mL
  • Pequenas articulações, como é, tórax e mão: 0,25 a 0,5 mL

Depois de aberto o produto não pode ser reutilizado para a realização de outras aplicações. Caso haja sobre, o conteúdo deve ser imediatamente descartado.

A seringa da aplicação também não deve ser reutilizada, sendo descartada em local apropriado.

Siga sempre a orientação medico no que diz respeito aos horários, doses e duração do tratamento.

Contraindicação do Duoflam

Esse medicamento é contraindicado para pacientes que apresentem reação de hipersensibilidade ao fosfato de dissódico de betametasona, dipropionato de betametasona ou a qualquer um dos componentes da fórmula e suas substâncias.

A solução injetável não deve nunca ser administrada por via intramuscular naqueles pacientes que possuem púrpura trombocitopênica idiopática.

Outra das contraindicações desse medicamento é que ele não deve ser utilizado por mulheres grávidas. A menos que haja orientação de um médico ou cirurgião-dentista.

Efeitos colaterais do Duoflam

Assim como os demais corticoides, os efeitos adversos de Duoflam estão intimamente relacionados com as dosagens e período do tratamento. Normalmente, são reversíveis com a diminuição da dose ao mínimo, ou mesmo com a suspensão do tratamento.

As reações adversas as descritas abaixo, de acordo com a frequência que ocorrem;

Efeitos colaterais e suas frequências

Reações adversas comuns (que acontecem com 1% a 10% dos pacientes que usam esse medicamento): insônia, dispepsia, aumento do apetite,  elevação da incidência de infecções;

Reações adversas incomuns (que acontecem com 0,1% a 1% dos pacientes que usam esse medicamento): vasos pequenos superficiais visíveis, dificuldade de cicatrização, pele frágil e fina, infecções subcutâneas, coceira, inflamação do folículo piloso, diabetes mellitus, síndrome Cushing (quando há excesso de corticoides), osteoporose, sangramento digestivo, retenção de sódio, retenção de líquidos, redução do potássio no sangue e irregularidade menstrual.

Reações adversas raras (que acontecem com 0,01% a 0,1% dos pacientes que usam esse medicamento): hematomas, estrias, reação de hipersensibilidade, urticária, espinha, sudorese em excesso, vermelhidão no pescoço e face, rash cutâneo, sinais e sintomas no local da aplicação, diminuição da pigmentação cutânea, aumento de pelos convulsão, depressão, tontura, confusão mental, cefaleia, distúrbio de personalidade, euforia, alterações de humor, diminuição na contagem de espermatozoides, fraqueza muscular, lesão no músculo induzida por corticoides, dor muscular, catarata, aumento da pressão intraocular, arritmias cardíacas, hipertensão, insuficiência cardíaca congestiva, edema agudo do pulmão, trombose venosa profunda e vasculite.

Reações adversas com incidência não determinada: alcalose hipocalêmica, soluços, fraturas, perda de massa muscular, necrose asséptica da cabeça do úmero ou fêmur., fratura patológica de ossos longos, pancreatite, ruptura de tendão, instabilidade articular causada pela administração das injeções intra-articular repetitiva, equimose, supressão do crescimento na infância, reações anafiláticas, choque, hipotensão, adelgaçamento cutâneo, elevação da necessidade diária de insulina ou hipoglicemiantes orais, dermatite alérgica, eritema facial, esofagite ulcerativa, petéquias, edema angioneurótico e falta de resposta pituitária e adrenocortical.

Sempre informe seu médico, farmacêutico ou cirurgião dentista sobre o aparecimento de reações adversas decorrentes do uso desse medicamento. Informe também à empresa responsável através do seu serviço de atendimento.

Superdosagem do Duoflam

O caso de uma superdose no uso de corticosteróides não oferece uma situação de risco à vida. Porém, alguns dias seguidos com dosagens em excesso não parecem gerar resultados prejudiciais. A menos que ocorram na presença de diabetes mellitus, úlcera péptica ativa, glaucoma e no uso concomitante com outros medicamentos, tais como diuréticos depletores de potássio e anticoagulantes cumarínicos.

As complicações causadas devem ser apropriadamente tratadas mantendo uma ingestão de líquidos adequada. Sempre fazendo o monitoramento dos eletrólitos urinários e séricos com cuidado especial para os níveis de potássio e sódio.

Em caso de uso de uma quantidade excessiva desse medicamento, procure o socorro médico imediatamente, levando consigo a bula ou a embalagem do produto. Para mais orientações, ligue para 0800 722 6001.

Precauções

Esse medicamento não deve ser administrado por via subcutânea ou intravenosa.

É imprescindível o uso de técnica estritamente asséptica na administração de Duoflam injetável, bem como agitar a ampola antes do uso.

O médico deve considerar o potencial para efeitos sistêmicos que é gerado por essa porção solúvel do medicamento, que é o fosfato dissódico de betametasona, que desaparece do local de aplicação de forma rápida.

Depois da administração o paciente deve tomar cuidado de usar pouco a articulação que recebeu o benefício.

A fim de evitar a atrofia tissular local a aplicação por via intramuscular deve de corticoides deve acontecer de forma profunda em grandes massas musculares.

Deve-se evitar a administração desse medicamento em uma articulação previamente infectada, por isso é importante o exame do líquido sinovial a fim de excluir a possibilidade de um processo infeccioso.

Os corticoides não devem nunca ser injetados diretamente em articulações infectadas, não estáveis ou em espaços intervertebrais.

Deve-se evitar a aplicação desse medicamento em articulações não estáveis, bem como a administração diretamente nos tendões.

Em tratamentos prolongados deve-se considerar a troca de administração parenteral por administração oral sempre observando os benefícios e riscos.

Avisos

Pode ser necessário realizar o reajuste posológico em casos de remissão ou exacerbação da patologia, de acordo com a resposta individual de cada paciente em tratamento, bem como nos casos de estresse, ou seja, infecções graves, traumatismo ou cirurgia.

O uso de corticoides pode mascarar os sinais de infecção e mascarar novas infecções que podem surgir no decorrer do tratamento.

Quando em altas doses, pode haver a elevação da pressão arterial e a retenção de líquidos. Bem como a elevação na excreção de potássio.

Os pacientes tratados com corticoides não devem ser vacinados para a varíola e alguns procedimentos de imunização não são recomendados, especialmente no caso de altas dosagens, visto que pode trazer problemas neurológicos.

Em pacientes com hipotireoidismo há um efeito aumentado dos corticoides, bem como em pacientes com cirrose hepática.

Para controlar a condição que está sendo tratada deve ser utilizada sempre a menor dose eficaz.

Os medicamentos corticoides deve ser utilizados com cautela em casos de colite ulcerativa não especificada e na possibilidade de perfuração iminente, infecção piogênica, abcesso, diverticulite, anastomose intestinal recente, insuficiência renal, úlcera péptica latente ou ativa, osteoporose e miastenia gravis.

Com o uso prolongado de corticoides é preciso observar o desenvolvimento e crescimento de crianças e lactentes. Pois pode haver um distúrbio de crescimento e a inibição da produção de cortisol.

Esse medicamento pode causar dopping.

Uso na gravidez e amamentação

Não exitem estudos controlados a respeito da reprodução humana com corticoides. Então, o uso desse medicamento no decorrer da gravidez ou em mulheres que estejam em idade fértil deve ser sempre avaliado considerando os riscos em potencial oferecidos para a mãe, o feto e o bebê.

É necessário observar os sinais de hipoadrenalismo em crianças que nasceram de mães que fizeram uso de corticoides durante a gestação.

Como existe a possibilidade de reações adversas no bebê, é preciso escolher por descontinuar o tratamento ou a amamentação, considerando a importância do tratamento para a mãe.

Sempre informe ao médico caso ocorra uma gravidez no decorrer do tratamento com Diprospan e depois do seu término, bem como se estiver amamentando.

Esse medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas a menos que haja recomendação médica.

Interação do Duoflam com outros remédios

Duoflam não deve ser utilizado concomitantemente com rifampicina, fenobarbital, fenitoína, efedrina, outros corticosteroides, estrogênios, diuréticos depletores de postássio,  glicosídeos cardíacos, anticoagulantes cumarínicos, salicilatos, ácido acetilsalicílico, hipoglicemiantes orais e insulina.

Não são conhecidas mais interações medicamentosas de Duoflam.

Armazenamento

Esse medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente, entre 15º e 30ºC, ao abrigo da luz. Manter a ampla na embalagem original até o momento do uso.

O número do lote, prazo de validade e data de fabricação podem ser encontrados na embalagem.

A solução injetável de Duoflam é opalescente, com pequeno depósito de coloração branca.

Antes de usar esse medicamento, sempre observe o seu aspecto. Caso apresente alguma alteração nas suas características física e estiver dentro do prazo de validade, consulte um farmacêutico para saber se pode utilizá-lo.

Todo e qualquer medicamento deve se mantido longe do alcance de crianças e animais domésticos.

Duoflam Preço

Para comprar esse produto é necessária a apresentação de receita médica branca comum. O seu preço pode variar de acordo com a região e o local escolhido para a compra. Deve levar em conta se vai comprar o produto referência ou o genérico, a segunda opção costuma ser mais barata.

No entanto, na internet, a embalagem com 1 ampola de 1 mL da solução injetável + seringa própria, pode ser encontrada por valores entre R$ 15 e R$ 20 reais.

Duoflam Genérico

Para encontrar o genérico desse medicamento, basta ir até a farmácia mais próxima e solicitar ao farmacêutico pelos princípios ativos da fórmula de Duoflam que são Fosfato Dissódico de Betametasona + Diproprionato de betametasona, produzido por diversos outros laboratórios.

Vale lembrar que é importante observar se a concentração do medicamento genérico confere com a do medicamento referência.

Pronto, agora você já sabe um pouco mais sobre Duoflam, seu preço, indicações e como ele funciona.